As repercussões do artigo de José Galló sobre gestão no Grêmio

TEMA PARA DEBATE

Grêmio: gestão, eis a questão!, por José Galló*

Para começar, gostaria de esclarecer que não pertenço ao conselho de administração do Grêmio, a nenhuma torcida organizada e também não sou sócio. Sou apenas um observador e torcedor. Um clube de futebol, assim como uma empresa, uma ONG ou qualquer associação, depende de gestão para ser eficiente e vencedor.

Gestão é o conjunto de pessoas que compõem o conselho de administração, a diretoria e os gerentes, incluindo aqui o treinador. A gestão inicia-se no conselho de administração. O conselho é o grande responsável por determinar aonde o clube quer e deve chegar a longo prazo, quais as estratégias e projetos que devem ser adotados para que isto ocorra. O que vemos no Grêmio? Várias correntes que lutam entre si pelo poder, com diferenças de ideias e desavenças que constantemente aparecem ao público através da imprensa.

Como deveria ser? É claro que é até salutar a divergência de ideias. Deve haver muitas discussões e até diferentes caminhos. Mas, ao final, deve haver algo em comum pelo qual todos vão aderir e lutar. A partir do momento que termina uma reunião de conselho, a linguagem e a direção devem ser únicas. O que vemos? Divergências expostas publicamente, ataques pessoais e divisões. Assim não se chega a lugar nenhum. Um jogo de futebol começa a ser perdido a partir da desunião do conselho.

A energia que deveria ser empregada para levar o clube para frente, para conquistas e vitórias, é gasta internamente em disputas pessoais. O clube deve ser algo maior, a razão maior de todos, não o resultado de lutas fratricidas.

O coirmão Internacional é um bom exemplo disto. Na década passada, um grupo de dirigentes uniu o conselho e diretores, estabeleceu estratégias, metas e objetivos.

Esse clube foi vencedor e até chegou a ser Campeão do Mundo. Recentemente surgiram e foram expostas divisões internas. O que aconteceu? O time passou a ter dificuldades de obter bons resultados.

A visão de um conselho deve ser uma visão de longo prazo, com claros objetivos e os recursos necessários para atingi-los. Esta visão deve ser passada aos diretores, ao treinador e ao time.

Como pode um time que troca constantemente de treinador (equivalente a um gerente de operações em uma empresa) ser eficiente? Em três meses, atacar; no próximo treinador, defender-se; no seguinte, atacar e defender-se. Impossível. Uma equipe, seja de futebol ou numa empresa, precisa entre seis meses e um ano para formar um conjunto entrosado que passe a produzir resultados.

Temos um bom exemplo no Santos Futebol Clube: conselheiros e dirigentes uniram-se, fizeram um plano, conseguiram a união de todos e os resultados estão visíveis. Esse grupo, formado por profissionais bem-sucedidos em seu dia a dia, levou técnicas modernas de gestão ao clube, pensando em curto, médio e longo prazos.

Temos um clube que constantemente é citado por seus títulos e sua eficácia: o Barcelona. Qual é a sua tática de jogo há mais de 30 anos? Manter a posse de bola no maior tempo possível. Quem tem a posse de bola domina o jogo, faz gols e atinge resultados. Muda o conselho, mudam os dirigentes, muda o treinador e… a equipe sabe claramente o que deve fazer.

Há uma frase célebre do presidente desse clube: “A bola não entra por acaso”. Há muita estratégia e processos atrás de cada gol perfeito.

Quais são os objetivos do Grêmio hoje? Escapar da zona de rebaixamento, não cair para a segunda divisão. Muito pouco para um clube com tantas vitórias e tanta tradição.

Não há fórmulas mágicas, diretores de futebol mágicos, técnicos salvadores da pátria. Tudo se inicia com uma grande união de cima para baixo.

Cabe aos dirigentes maiores pensarem não em posições e ideias de grupos ou pessoas, mas, sim, em algo que seja único, integrador, vencedor. O Grêmio é muito maior do que qualquer pessoa ou grupo isolado. Sem união, sem gestão, não há solução.

ZEROHORA.COM Você concorda com a tese do autor de que o problema do Grêmio é de gestão? Opine em Zero Hora

*ADMINISTRADOR DE EMPRESAS

  • Li ou ouvi em algum lugar que o futebol é um grande negócio de grande movimentação de bilhões em dinheiro. E como é um grande negócio, o único que não ganha nada, se chama torcedor. Isto é: o único idiota. Os jogadores ganham, o técnico, também, os cartolas estão milionários, então, meus queridos, o futebol é uma organização com combinação de resultados. Eu é não vou mais perder meu tempo com essa roda da fortuna. Não tô mais nem aí se o problema é gestão, o que eu consegui até agora não passou de uma má-digestão. Tô fora!

    Eliel Moreira da Silva

    eliel-03@hotmail.com

    Estância Velha – RS – Brasil
    16/08/2011 – 18:25

  • Acho que alguns dirigentes, se acham como Imperadores! O problema do Gr~emio é o mesmo daqueles que estão rebaixados;-FALTAM JOGADORES, HOMENS-GOL, COMO RONALDINHO, E NÃO TODA HORA RETIRAREM OS TÉCNICOS!

    ***Cláudio Fortes Carpes, Aposentado Policial,

    Montenegro – RS – Brasil
    16/08/2011 – 12:31

  • O grande problema do time do Grêmio chama-se Paulo Odone, presidene do clube. A demissão de Renato Portaluppi,o maior ídolo da história do tricolor é mais uma prova da falta de competência desse senhor, que só usa a estrutura do grande clube dos pampas para fazer politicagem. Digo isso, pois ninguém pode ou deve creditar ao técnico demitido por ele, ou a qualquer outro, culpa pelo fraco desempenho da equipe. Desde que chegou ao time e o tirou da parte de baixo da tabela no Campeonato Brasileiro no ano passado, pediu a contratação de jogadores para o “Imortal” e não foi atendido. É assim: quem ousa desobedecer Odone é demitido, liberado ou qualquer outro nome que se possa dar aos insurgentes. FORA PAULO ODONE,PELO BEM DA NAÇÂO TRICOLOR. Uma boa noite.

    Angela de Abreu Rodrigues

    Alvorada – RS – Brasil
    15/08/2011 – 18:37

  • É de gestão também,pois os planejamentos são sujeitos ao fracasso entre a idéia e a execução.Sobre as divergências,estas existem e são necessárias,já que em grande escala,a sede pelo poder e pela consequente visibilidade faz com que ela exista dentro da nossa casa,na sala de aula,no trabalho,na igreja,na política,no clube,na sociedade enfim.Atentem para o momento que passamos como sociedade.Tudo passa pelo poder,pela visibilidade,pela ganância,pela vaidade.Perdemos pouco a pouco nossa capacidade de preservação.Os valores passaram a ser efêmeros e infelizmente,ao contrário do que pensa o José,ninguém lá no Grêmio pensa a instituição,como nós também deveríamos pensar socialmente,ao invés de olharmos tão somente para nosso umbigo.Mas é o que temos para o consumo atual:arrogância,misantropia,ressentimentos,desunião e uma miserável concepção de mundo e de vida.

    Tiago José Fernandes

    tiagojose_1962@hotmail.com

    Porto Alegre – RS – Brasil
    15/08/2011 – 17:07

  • Concordo c o Sr. José, infelizmente n existe mais união, os dirigentes estão como os políticos desse país e nós torcedores estamos como os eleitores…

    Elsa F

    Porto Alegre – RS – Brasil
    15/08/2011 – 15:17

  • A manifestação do empresário José Galló, abre uma discussão além dos muros do Olímpico, abrangendo toda uma Nação de tricolores, que como ele, não são nem conselheiros, nem associados. Isto já nos dá uma dimensão da imensa Torcida Gremista, que sofre com estas gafes administrativas praticadas na Direção Tricolor. Muitos gremistas pregam e torcem pela profissionalização na Gestão do Grêmio, assim como eu, para voltar a ser sócio e participar na gestão, emprestando a experiência de vida em prol do Imortal!

    Roney Arnaldo Bittencourt

    Porto Alegre – RS – Brasil
    15/08/2011 – 11:55

  • Concordo plenamente com o Sr Josè Galló. Somente um executivo com ampla experiência na construção de resultados poderia expor com tamanha propriedade sobre o tema GESTÃO. Foi sábia sua colocação quando questiona: O que o Grêmio quer? União, Gestão, Solução? ou servirá de incentivo político para um grupo com interesses individuais? Como Gremista e aliado as modernas práticas de Gestão, acredito que o Grêmio necessita é de um Choque de Gestão, Novas Idéias, Novas Pessoas, Planejamento e Seriedade. Parabéns Sr Galló!

    Luis Gomes

    Porto Alegre – RS – Brasil
    15/08/2011 – 11:53

  • O Grêmio tá minado de “negociantes” profissionais. Só falta descobrirmos, logo, logo, que uma empresa da Arábia Saudita é responsável pelos direitos de TV do Grêmio,afinal o Ricardo Teixeira é um ícone para os dirigentes de nosso Grêmio, não é mesmo ? O Dr. Galló está coberto de razão e o Dr. Adalberto Preiss relata que já está no Regimento do Clube faz tempo… Mas então o que falta para se mandar embora o Odone e sua trupe ? Nós Gremistas temos de nos organizar e promover uma Revolução Tricolor pela internet! Se deu certo no Egito deve dar certo com as “múmias” que tomaram de assalto o Grêmio!

    F. Mann

    Porto Alegre – RS – Brasil
    15/08/2011 – 11:12

  • Brilhante para um administrador de empresa que confere os resultados, porem o caso é para um delegado de policia, como o tempo mostrara.

    fernando moraes ellwanger ellwanger

    são sebastião do cai – RS – Brasil
    15/08/2011 – 10:37

  • Concordo com o autor o problema no futebol em geral é a gestão, num clube como o Gremio as disparidades aumentam na medida em que os sócios elegem presidentes sem capacidade de administração, pessoas que detem cargos politicos deveriam ser proibidas de concorrer.

    Milton Juarez Furtado

    miltonjuarez123@gmail.com

    Porto Alegre – RS – Brasil
    15/08/2011 – 10:02

  • A tese do autor José Galló vem de encontro com o que ocorre não só no Grêmio como em outros clubes do Brasil.Falta de gestão.

    Virgílio Melhado Passoni

    mmpassoni@gmail.com

    Jandaia do Sul – PR – Brasil
    15/08/2011 – 09:53

  • Como colorado, não me sinto autorizado a opinar a respeito do Grêmio, mas acredito que os bem expostos argumentos do articulista devem servir de reflexão inclusive para o Internacional, sob pena de o clube não conseguir manter-se no patamar que atingiu nos últimos anos

    Gustavo Ramos Vianna

    Santa Maria – RS – Brasil
    15/08/2011 – 00:34

  • Lamentável que ZH, num espaço onde são discutidos assuntos relevantes da sociedade, desta vez, dê prioridade a uma agremiação privada. O referido empresário deveria levar essa discussão ao respectivo conselho deliberativo, e não às páginas de ZH.

    Adalberto Plewinski Jr.

    Porto Alegre – RS – Brasil
    14/08/2011 – 17:49

  • Sim.

    Paulo Renato

    Roraima – RO – Brasil
    14/08/2011 – 16:47

  • Concordo com a análise feita pelo consultor. Um clube deve ser administrado como se fosse uma empresa. Os interesses pessoais (políticos) dos diregentes deve transedir às suas vaidades,evitando realizar uma política fragmentada. Unir forças e realizar uma gestão numa uma única direção…interesses do clube,que é de todos. Oneide Castro Adm.Empresas (formando)

    oneide castro

    sapucaia do sul – RS – Brasil
    14/08/2011 – 14:07

  • O problema não é só do Gremio e não é só de gestão.É de todos os clubes do futebol brasileiro e mundial. Excetuando o Barcelona e, talvez, alguns clubes e seleções européias (pela proximidade e melhor fluxo de informações), além do problema da gestão, há o problema da Filosofia. Particularmente no Brasil e ficando apenas “dentro do campo”,sem descartar “gestão”,o problema é de História, ou melhor, do seu esquecimento: está esquecida no tempo a história da Academia do Parque, o Palmeiras de Dudu, Ademir da Guia…;o Flamengo de Zico, Lico, Adilio,Jr.,Andrade.. .; o Cruzeiro de Piazza, Dirceu Lopes,Tostão, Natal, Hilton… e… o grande Santos, dEle. Mas tudo isso é tema para um livro,dos bons. E vou escrevê-lo. Tudo isso tem um nome: Evolução. O carro-chefe é o Barcelona. Evolução do Futebol. O articulista não referiu a expressão, mas a apontou magistralmente. Parabéns.

    Carlos Eurico Fagundes dos Santos

    flarizz@yahoo.com.br

    VIAMÃO – RS – Brasil
    14/08/2011 – 14:05

  • Concordo absolutamente com a tese do autor que o problema do Grêmio é falta de gestão, articulação, gerir, falta de um administrador e acima de tudo comprometimento com o Grêmio.

    felipe Spuldaro

    felipespuldaro@gmail.com

    Marau – RS – Brasil
    14/08/2011 – 13:32

  • Concordo com a tese do Galló. Gestão é a forma como você organiza seus recursos para atingir seus objetivos. Espero que os objetivos sejam claros: ganhar campeonatos. Os fatos falam sobre organização dos recursos: 3 técnicos em 8 meses e compra de jogadores bem mais ou menos, para ficarem na reserva. Enfim, não quero mais comemorar a batalha dos aflitos e estou aflito para gritar é campeão !!!!

    milton seligman

    milton.seligman@gmail.com

    Brasília – DF – Brasil
    14/08/2011 – 12:20

  • A muito tempo se nota a má gestão no Gêmio e o ditado é certo: “A cabeça não pensando o corpo padece”

    Paulo Freitas

    pecefrei@hotmail.com.br

    Tubarão – SC – Brasil
    14/08/2011 – 09:51

  • Eu acho que o problema do Grêmio e dos outros times de futebol é o grande salário.Se o dnheiro só fosse depositado nas suas contas em caso de vitória,com certeza eles jogariam mais e melhor.Isso vale pra tácnicos e comossão administrativa também.Até que suas contas bancárias são abarrotadas de dinheiro todo o mes,independente de jogar ou não….nenhum esforço é feito,agora,se mechessem no salário as coisas mudariam dentro e campo.

    Alda Pegoraro Roeder

    Nova Prata – RS – Brasil
    14/08/2011 – 09:25

  • Muito bom seu artigo. Também sou administrador e compartilho das mesmas idéias. Não existe mais espaço p amadores, despreparo e falta de estratégia. O Conselho deveria parar agora mesmo e pedir ajuda para consultorias especializas em gestão. Deixemos o amadorismo para a várzea!!!

    Rodrigo W

    Curitiba – PR – Brasil
    14/08/2011 – 09:11

  • Concordo inteiramente, falta gestão,a politicagem está destruindo o Grêmio. Só o Koff tomando a frente será possivel recuperar o tricolor e coloca-lo no caminho das vitórias. Lutar contra o rebaixamente é uma vergonha para um time Campeão.

    INOCENCIO NUNES

    Uruguaiana – RS – Brasil
    14/08/2011 – 08:35

  • Com certeza é um dos fatores. O Grêmio deixou a muito tempo de ser um clube de futebol para se tornar bastidor de grupos políticos. Existe muito, mas muito amadorismo no Grêmio, que vai desde o departamento jurídico, passando pelo dpto médico até chegar no futebol. Entra ano e sai ano são sempre as mesmas figurinhas para colar. Foi-se o tempo que futebol era feito somente de paixão. Hj em dia se vc não tiver uma base mto bem estruturada e principalmente profissionais competentes, dificilmente chega em algum lugar. As vezes a sorte resolve, como espero que em mais um ano, meu time tenha….sorte. Basta ver o gerente de futebol que andou um mês por aqui para escutar Geraldo Vandré (nada contra), ganhar 70.000,00 e anunciar a contratação de um jogador que não poderia mais atuar neste ano.

    Eder Ruschel

    Porto Alegre – RS – Brasil
    13/08/2011 – 21:36

  • A colocaçào é perfeita. O incrível é a tremenda resistência existente às boas práticas de gestão. Um grupo de pessoas, defende essa idéia há 11 anos, chegou a realizar um Planejamento Estratégico, hoje, obrigatório pelo Estatuto. No entanto, existe ainda muita resistência. Por falar em resistências, no inicio eram explícitas, isso que Galló diz era ridicularizado (na imprensa inclusive). Hoje persiste resistência isolada por motivos os mais diversos.

    Adalberto Preis

    Porto Alegre – RS – Brasil
    13/08/2011 – 20:35

  • Sou formado em Processos Gerenciais e concordo plenamente com o artigo.

    Leonardo Terra Kerchiner

    leonardokerchiner@gmail.com

    Jaguarão – SC – Brasil
    13/08/2011 – 19:17

  • tese e texto quase perfeito, digo quase apenas por ter dúvida se algum integrante dos mandatários do GRÊMIO irá ler e tirar proveito disso, pelo que vejo é bem provável que algum venha a público e se manifeste contra o co-irmão e o GRÊMIO continue no caminho dos últimos anos.

    Fábio sousa

    santa maria – RS – Brasil
    13/08/2011 – 18:49

  • Existe alguém na face da Terra que saiba pronunciar a palavra FUTEBOL, que assistiu alguma partida do tricolor e discorde da ideia que o Grêmio está mal administrado? Tanto a atual, quanto as últimas diretorias pensam apenas em promoção pessoal e não em fazer um clube campeão. Outro exemplo, pensam muito mais em novo estádio do que em time vencedor. Para que estádio se não temos time???? Qual o último campeonato (fora estadual) que o Grêmio entrou com chances reais que ganhar o título? Isso demonstra o quê?

    Rudimar Santos

    Erechim – RS – Brasil
    13/08/2011 – 18:45

  • Excelente artigo,parabéns.Tomara que nossos “gestores” entendam.

    Joao da Silva carletto

    joaoanton@hotmail.com

    xanxere – SC – Brasil
    13/08/2011 – 18:34

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