KOFF ADMITE COMPRAR ARENA

Koff admite comprar Arena

HILTOR MOMBACH E WILLIAM LAMPERT

A possibilidade de o Grê mio formalizar uma ofer ta para a compra da Arena torna-se cada vez mais concre ta. A hipótese é prevista na cláu- sula 7.4 do contrato firmado en- tre o clube e a OAS, em dezembro de 2008, obtido pelo Correio do Povo, e já admitida pelo presiden-

te Fábio Koff.
“O Grêmio está estudando este assunto. O Adalberto Preis é quem
está tratando desta possi- bilidade”, salienta o diri-
gente. Integrante do Con-
selho de Administração e ex-presi- dente da Grêmio Empreendimen- tos, durante a gestão de Duda Kroeff, Preis é bastante comedido ao comentar o assunto. “São dois pontos. É uma possibilidade pre- vista e não há nenhuma negocia- ção em andamento”, salienta. No entanto, o dirigente admite que o assunto é analisado. “O Grêmio es- tá estudando todas as hipóteses e esta é uma”, completa.

Apesar de prevista no contra- to, não há um valor estipulado pa- ra a negociação. Este é um dos principais pontos analisados, para saber qual o valor que seria ne- cessário desembolsar na compra. O Grêmio teria que assumir o fi- nanciamento feito junto ao BN- DES, que gira em torno de R$ 260 milhões e serão pagos nos próxi- mos sete anos. Assim, como apon- ta o item 7.4.1, o banco precisa concordar com a compra.

O clube iria adquirir a totalida- de da OAS Superficiária — no caso a Arena Porto-Alegrense —, res- ponsável por explorar, nos próxi- mos 20 anos a superfície do terre- no em que foi construído estádio. Há quem garanta que a OAS não tem interesse em administrar o estádio. Seus principais lucros não virão da exploração das áreas da Arena, mas dos empreen- dimentos imobiliários, tanto no Humaitá, como na Azenha.

Para a compra definitiva do no- vo estádio por parte do Grêmio, além de assu- mir o financiamento com o BNDES, o clube utilizaria para a propos- ta o valor do terreno do Olímpico, os índices construtivos nos terrenos dos dois bairros que a construtora irá explorar e as isenções fiscais dadas pelo gover- no para a obra. A área do atual es- tádio gremista foi avaliada em R$ 74 milhões, mas alguns apontam que poderia facilmente atingir um valor de R$ 100 milhões.
Os pontos foram analisados na hipótese de montar uma oferta à OAS, estipulando a forma de paga- mento, como mostra a cláusula 7.4.2. No entanto, mesmo sem precisar um valor, em caso de a construtora rechaçar a primeira proposta, o contrato firmado pre- vê que o preço possa ser calcula- do por uma empresa especializa- da, como relata o item 7.4.4: “O preço para a opção de compra se- rá aquele determinado a partir do Patrimônio Líquido Ajustado ou do Fluxo de Caixa Descontado da Superficiária, o que for maior”. A aposta, porém, é que não seria preciso chegar a tal ponto e um acordo seria firmado bem antes.

 

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