“O VÉI SABE O QUE TÁ FAZENDO. O VÉI TÁ PENSANDO PRA 50 ANOS E NÃO PRA 60 DIAS” – DISSE A NOSSA FONTE PREFERIDA E BEM INFORMADA. Mas o texto abaixo merece ser lido e curtido.

 

Relatório Geral da Arena

 

qui, 25/04/13
por Lucas von |
categoria Arena

 

Foto: coloursoffootball.tumblr.com

O PRÓPRIO GRÊMIO

Sinceramente, tô achando o próprio clube meio mole nessa questão da Geral. O Koff até andou armando reunião com sei lá quem, cafezinho com o Tarso, blá blá blá. Mas, sei lá. A direção parece meio molenga no que diz respeito a esse assunto.

A força política do Grêmio no Estado é gigantesca. Tenho a impressão de que, se o Koff quisesse MESMO ter resolvido essa pendenga da Geral, já tinha resolvido. Parece que agora até quer, mas com o freio de mão puxado. Parece que até ontem andava desgostoso com assuntos ligados à Arena. Presidente não tem que gostar ou deixar de gostar, tem que resolver. Demorou. Pra dentro deles, Koff! Pau na mesa!

A OAS

Apenas que: o(s) engenheiro(s) responsável(is) pela instalação da mureta da Geral deveriam estar PRESOS. Todo esse imbróglio se deu por culpa da OAS. Por culpa de quem projetou aquela contenção de ISOPOR.

A gravidade desse episódio foi pouco alarmada. Na minha opinião, os responsáveis pela mureta da Arena são mais culpados e irresponsáveis que os envolvidos na tragédia de Santa Maria, que hoje estão presos. O pessoal da boate Kiss falhou gravemente ao não se preparar para contornar incidentes como aquele. Entretanto, o que ocorreu na Arena NÃO FOI INCIDENTE. A culpa não é dos geraldinos. A avalanche estava PREVISTA NO PROJETO. O Olímpico, com 60 anos de idade, construído com ajuda popular e bem antes da avalanche existir, aguentava tudo. A moderníssima Arena, construída prevendo essa movimentação da torcida, não aguentou UM jogo oficial. Percebem a gravidade da coisa?

Tivemos MUITA SORTE. Podia ter ocorrido uma tragédia gigantesca ali. Ainda bem que foram poucos feridos, todos levemente. Muita sorte. E a grade tinha que ser resistente não só pra avalanche, mas pra qualquer evento possível num cenário futebolístico: corre-corre numa eventual briga, aglomeração pra pegar camisa arremessada por jogador, etc. Enfim, ainda não engoli esse episódio. A OAS prometeu um estádio preservando essa característica da torcida e, a única certeza que temos, é que a avalanche está extinta. Acabou.

Sem falar nesse tempo todo com um estádio mais morno, menos pulsante. A “cagada” tá prejudicando até mesmo dentro das quatro linhas. Lamentável. E pra piorar: se aprovarem a colocação dos “gradis”, o tempo estimado de instalação é de VINTE DIAS. Ou seja, provavelmente pegaremos o Santa Fé sem Geral. VINTE DIAS! MEU DEUS DO CÉU! O Grolli com meio quilo de batata doce e uma garrafa d’água instala essa merda em 2h40min. Em 20 dias eu instalo um SHOPPING na Geral da Arena! Pelo amor de Deus, qual é a dificuldade de aparafusar meia dúzia de barras metálicas numa arquibancada?

Se a Geral estiver interditada e não passarmos pelo Santa Fé, a OAS terá participação direta nessa eliminação. Belo início de parceria. Acorda, OAS!

A SOLUÇÃO

O Grêmio foi morno demais nesse caso, a OAS foi incompetente demais na origem desse problema, ok, tudo isso é verdade. Mas, mesmo assim, a solução é ridiculamente simples, fácil e óbvia. Aí já me parece haver má vontade de órgãos do governo pra resolver o caso.

A Geral da Arena é a arquibancada mais moderna, segura e confortável do Rio Grande do Sul com certeza e talvez até do Brasil. Desafio os bombeiros gaúchos a pisarem em todas as arquibancadas atualmente em uso no país e me citarem quais são melhores que as da Arena. Não há. Pelo menos hoje, não há. Chega a ser um esculacho ver aquele setor interditado enquanto vou a Caxias do Sul assistir a um Gre-nal e fico jogado num pedaço de cimento do Centenário, totalmente irregular e com saída íngreme e única. E aí sou obrigado a ler que “vão estudar evacuação da Geral da Arena por meio de softwares e blá blá blá”. Cara. Para com isso. Não me irrita.

Qual foi o problema da Geral? Avalanche? Ok, tudo bem. Infelizmente nossa construtora não cumpriu o que prometeu e não será mais possível realizar esse movimento. Uma pena. Então coloca as “barras antiesmagamento” (para-avalanches) e ponto final. Resolvido. Não é simples? Por que a demora? Por que a imbecilidade de cogitar cadeiras? Quando tinha que ter visto se aquela grade de isopor suportava uma avalanche, não tinha um vivente pra alertar, mas agora que a solução, de tão óbvia, esfrega a bunda na cara da sociedade, ficam complicando o “incomplicável”.

Falando em bunda, lembrei da Bundesliga (liga alemã de futebol), o melhor campeonato nacional da Europa na atualidade. Um dos melhores do mundo também. E, olha só que loucura: lá os estádios possuem torcedores e não espectadores. Lá existe a maior Geral da Europa (Borrussia), onde todos ficam de pé, pulando, cantando e fazendo festa. Lá existe até mesmo uma política de preços mais populares, possibilitando o acesso de gente menos abonada (e muito apaixonada) ao estádio. Lá as médias de público são as maiores do continente. Estádios sempre lotados. Lá existem dois times com um pé na Final da Champions League. E o que os cronistas europeus estão dizendo nesse exato momento? Que Bayern e Borussia têm belos times, é verdade, mas que ficam praticamente invencíveis com as forças de suas TORCIDAS.

E sabe o que mais tá acontecendo lá? Ingleses, espanhóis e Cia estão DEBATENDO essas questões “teatrais” envolvendo seus estádios (e por aqui os atrasados querem imitá-los). Estão, em suma, boquiabertos com a inteligência óbvia dos alemães, que possuem modernas e organizadas Arenas, de primeiro mundo, inclusive com camarotes e milhares de cadeirinhas, mas que não abriram mão da ALMA do futebol. Da essência. Do torcedor empunhando sua bandeira, de pé, berrando, delirando. Inclusive batendo recordes de RENTABILIDADE para os clubes e para a própria Liga. Que irritantemente óbvio, né?

Alô, senhor bombeiro. Olhe esse vídeo abaixo até o fim. Se sua conclusão for de que é necessário colocar CADEIRAS na Geral do Grêmio, eu largo vocês de mão. Se minha casa pegar fogo, chamo até a telentrega de pizza pra me ajudar, mas não chamo vocês. Tenho medo que queiram instalar cadeiras na minha casa.

 

 

Saudações azuis, pretas e brancas,

Lucas von.

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