AMADORISMO NUNCA MAIS! Josias acertou em cheio.

Arena o preço do pioneirismo passa pelos ônus do amadorismo. O negócio, o comando e EKA.

1. O NEGÓCIO ARENA E O PIONEIRISMO. Já se vão milhares de páginas e discursos sobre o negócio ARENA. O que não se diz é que com todos os seus percalços, solavancos e tombos, a ARENA GRÊMIO está sendo a cartilha, o livro dos mandamentos para os outros que se meteram ou se meterem a construir novos estádios ou remendar os seus com parceiros. O Grêmio, de novo, pioneiro, gostem ou não. Falhas, problemas, contornos e soluções que, certamente serão encontradas, estão sendo ´espiados` – os primeiros – para ´copiarem` – os segundos. O Grêmio paga o preço do pioneirismo. E normalmente ser o primeiro é mais caro: dá muito mais trabalho. Perguntem ao poeta. O Grêmio foi pioneiro na arte de construir e os reds na de remendar. E se lembram como carinhosamente a mídia se referia à AG? Malandros, vigários, sem palavra, picaretas, até a Presidente veio de carteira em punho! Ou to errado?
2. O NEGÓCIO ARENA E O AMADORISMO – ODONE. Quem nunca fez o que nunca ninguém fez corre o risco que corremos e paga o preço que estamos pagando. O Grêmio foi apressado, pecado cometido por quem é desbravador porque ele não sabe ao certo o que vai encontrar pela frente. Houve amadorismo nosso? Sim, muito, até a precipitada inauguração, ainda que tomada pelo componente da vaidade do ex Presidente que se mataria caso não cortasse o laço. Ele foi ´amador` e juvenil na sua ânsia conquistadora, foi personalista e deveria ter a grandeza de pensar mais no clube do que nele, mas eu pergunto: QUEM SE LEVANTOU CONTRA ISTO E OU FEZ ALGO DE FATO PARA IMPEDIR O DIA 08.11.2012 ainda que com o risco da ´claque` do CD se esticar em vaias (ah isto tem muito lá… muito… e faz anos…)?
2.1. EKA.  Mas não ficou por ai. EKA foi um tópico amador. Mas não por culpa dele. Querem ver? Olha vou falar com total desprendimento e à vontade. Pessoalmente tive uma profunda decepção com ele (eu e muitos, AVM tb, CCD…) em assunto passado e superado mas nunca deixei de elogiá-lo quando entendia que merecia. Aliás, reconheço a abnegação e obstinação dele no projeto e sua importância. Mas o Grêmio todo foi amador com ele. Vejam bem, o Grêmio tratou amadoristicamente do tema e EKA embarcou nesta, em que pese perseguindo a função, desejo legítimo. EKA era, ou é, diretor de informática no TRT. Ingressou no Clube pelas mãos de Fachin para o CD e seu primeiro cargo foi diretor de Obino em 2003. Sua especialidade? Informática. Formação engenheiro, mas, engenheiro eletricista – o que vim a saber há pouco, sempre achei que era cívil. Ganhou o título de Engenheiro do Ano de uma entidade de classe mas à evidência que não foi por algum trabalho vinculado à sua função no TRT e tampouco por alguma contribuição no ramo de sua formação, engenharia elétrica. O título veio, óbvio, pela sua visibilidade ganha no projeto ARENA. O futebol dá uma projeção estupenda. EKA não tem nenhuma formação de construção, em obra, o no ramo da engenharia civil.  Ah, viajou muito, visitou várias ARENAS, etc, etc, mas isto não dá escolaridade, não dá experiência, e muito menos ainda autoriza qualquer graduação no assunto. Até porque as visitou depois de prontas então nem dá para comparar com um ´rábula`.  Formação de negociador também não possuía… E não possui. Mas a responsabilidade, a culpa, não é dele. O Grêmio superestimou a capacidade dele e lhe incumbiu de tarefas acima de sua capacitação e praticamente sozinho. O Grêmio não mediu isto e lhe empurrou aos lobos como quem diz = te vira nos 30! É contigo, vai que é sua! Não é culpa dele. O Grêmio lhe sobrecarregou de uma tarefa para a qual não tinha preparo, em que pese ter toda a obstinação do mundo. Leal, honesto, dedicado, até didático, vez que outra, EKA bateu escanteio e cabeceou e o clube lhe deixou espernear solitário enquanto Odone desfilava tal qual um guia de city tour pelo canteiro de obras. Enquanto EKA acompanhava o erguimento dos estádios com ´especialistas` de avantajado curriculum no setor, e ampla experiência, sem um suporte eficiente ao seu redor, o Presidente sonhava com o 08.11.2012. Mais ainda. EKA não tinha e não tem formação de ´negociador`. Ele foi indo e foi. Tivesse o Grêmio, sido profissional, EKA seria um intermediário entre os trabalhos e o clube, executiva e CD. E junto com ele, ou para fazer o que ele não podia ter sido incumbido de fazer, ai sim, uma empresa especializada com pessoal capacitado para mirar a obra e negociar o contrato. Isto seria profissional. O Grêmio, talvez por ser pioneiro, pensou mal o acompanhamento da ARENA escalando apenas EKA para isto. No final das contas o que se vê são questionamentos sobre a conduta dele, uma timidez constrangedora nas entrevistas para esclarecer o que não se pode justificar, até nas bilheterias há problemas, e ele está de novo frente aos lobos que nem porteiro de boate: explicando. A propósito, de se frisar, sozinho mesmo, porque nem sei quem são os demais componentes da GE. No episódio avalanche e no desastre contra o Huachipato ele se disse surpreso. Eu no lugar dele também ficaria. Tivéssemos profissionais de estofo contratados para o acompanhamento o episódio não aconteceria – e a GE não tinha ninguém com esta escolaridade – e se acontecesse EKA viraria para o responsável e meteria o dedo na moleira dele: qualquié cara?
3. E A TAL MATURIDADE? Bem, isto tudo também faz parte do pacote ´preço` que se está pagando pelo pioneirismo. O problema é que olho para o G, penso na Executiva, miro no CD, e ainda vejo distante a maturidade para o trato das coisas mais delicadas da entidade. Hábito antigo no clube, comum a praticamente todos os governantes, virou vício no CD. Todo o governante tem uma claque, que segue tudo o que pede. Lembra os versos (os mais novos não devem conhecer a história) ao tempo da ditadura: “ o patrão mandou botá whisky na feijoada dá-le macacada dá-le dá-le macacada ( atenção não é racismo … ) o patrão mandou cantar com a língua enrolada everibody macacada , everibody macacada …..” Quando o patrão fala, a claque levanta, aplaude, assovia. Se alguma voz se ergue contrária ao que o patrão ´sugeriu` é abafada, há vaia ensurdecedora, um constrangimento de pátio de colégio. Diego Casagrande foi contrato o aditivo. Foi vaiado. Nestor Hein idem idem. Diego Casagrande foi CONTRÁRIO ao aditivo. Foi vaiado. Nestor Hein idem idem. Ambos de grupos de apoio ao Patrão. O que dizer dos demais? Nem pensaram, quanto mais falar.  Pois é, ainda falta muito para chegar na tal maturidade. Por estas e outras é que este ´papinho`… Ah mais o CD aprovou então estava tudo ok… Pois é.
@cajosias face C JOSIAS MENNA OLIVEIRA
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