Arena: Anota aí, vivente! Vamos fiscalizar!

23/10/2013 09h10 – Atualizado em 23/10/2013 11h59

Cadeiras gastas e apagões travam acordo, e Koff terá reunião com Arena

Fragilidade das cadeiras e inconstância na subestação de energia atrasam assinatura de contrato. Grêmio espera responsabilização para fechar acerto

Por Hector werlang e Júlio César SantosPorto Alegre

 
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O azul das cadeiras da Arena está descolorindo (Foto: hector werlang/globoesporte.com)O azul das cadeiras da Arena está descolorindo
(Foto: Hector Werlang/Globoesporte.com)

Não foi só a difícil negociação. O atual debate entre advogados para a redação do acerto. E o azedume na relação criado com o recente desentendimento quanto à tentativa do Grêmio em reduzir o preço dos ingressos do jogo contra o Corinthians. O que atrasa a assinatura do novo contrato de exploração da Arena é a solução a duas falhas identificadas – na vistoria feita pelo clube – na construção do estádio: a fragilidade das cadeiras e a inconstância da subestação de energia elétrica. Para solucionar o impasse, o presidente Fábio Koff marcou reunião com o diretor superintendente da OAS Arenas Carlos Eduardo Paes Barreto nesta quinta-feira no Olímpico. O objetivo é formalizar que a empreiteira ou a Arena Porto-Alegrense, a administradora do estádio, se responsabilizem pela correção dos defeitos. Caso contrário, o desacerto continuará por tempo indeterminado.

Koff não revela quais são as falhas apontadas pela vistoria, encerrada há duas semanas, e sob responsabilidade do engenheiro civil e de segurança do trabalho Evandro Krebs e pelo arquiteto Marcos Almeida. Prefere as manter em sigilo. Porém, o GLOBOESPORTE.COM apurou que o relatório, enviado à construtora, identificou que as 50 mil cadeiras instaladas são de material inferior, por exemplo, às demais arenas construídas no Brasil para a Copa de 2014. Resultado: quebram e descolorem com facilidade. O azul, em alguns casos, está ficando amarelo. Mesmo que, conforme o contrato, algo respeitado pela OAS, os assentos atendam ao ‘padrão Fifa’. A solução é trocar todas – a capacidade da casa tricolor é de 55.538, porém, a diferença no número se explica pela área da geral, onde os torcedores ficam de pé.

Tal situação, inclusive, chegou a ser notificada à empresa fornecedora das cadeiras. O debate é se ela assumirá a troca. Ou se a OAS e a Arena Porto-Alegrense terão de pagar pelo custo, valor ainda desconhecido, porém, considerado ‘altíssimo’ por integrantes da gestão Koff.

É o mesmo caso da subestação de energia, criada no estádio, a partir do aditivo feito no contrato, ainda no mandato de Paulo Odone, para aumentar a capacidade, e que elevou o custo do estádio em R$ 65 milhões – o valor total foi de R$ 540 milhões. Houve dois apagões: contra Huachipato (Libertadores) e Cruzeiro (Brasileirão), justificados pela gestora por ‘problemas técnicos’. Grêmio deseja que esses inconvenientes sejam definitivamente solucionados. E que, em caso de repetição, não caiam na conta do clube. Tudo isto precisa estar no papel para, enfim, o contrato ser assinado.

– Há duas questões que eu prefiro manter com reserva. As coloquei ao presidente da OAS Arenas. São fundamentais para assinar o contrato. Aguardamos a resposta. As demais, pequenas, apontadas no relatório final da vistoria, serão sanadas com o transcorrer do tempo, o que também será definido em contrato. Há uma reunião na quinta, quando nós tentaremos colocar um fim de forma exitosa nas negociações, com o acolhimento das nossas reivindicações. O Grêmio identificou, e a OAS reconheceu. Temos de fazer os ajustes necessários para que haja a escritura pública. Para que quem venha depois não tenha este problema. Sem o reconhecimento, não vamos assinar o contrato – explica Koff ao GLOBOESPORTE.COM.

Carlos Eduardo Paes Barreto, Fábio Koff e Eduardo Pinto dão coletiva sobre contrato do Grêmio com a Arena (Foto: Hector Werlang/Globoesporte.com)Carlos Eduardo Paes Barreto (E) e Fábio Koff (C) irão se encontrar (Foto: Hector Werlang/Globoesporte.com)

A renegociação financeira está acertada. Não há problemas. Ao invés de ter de pagar R$ 41 milhões anuais para garantir a entrada dos sócios, o Grêmio acertou assumir valores de R$ 12 milhões (primeiro ano), R$ 15 milhões (segundo ano) e R$ 18 milhões (a partir do terceiro ano). Isso quitaria a dívida do começo da temporada. A OAS teve como contrapartida participação no Quadro Social. Aqui novo assunto a ser resolvido: a empresa deseja uma conta conjunta para não correr o risco de não receber a sua cota. Há outras dívidas, porém, da gestão anterior. Por exemplo: a festa de inauguração teve custo dividido. O Grêmio deve metade.

– OAS foi parceira ao entender. As questões financeiras foram resolvidas. O Grêmio assumiu o compromisso de pagar uma quantia e a reduzimos consideravelmente. Nós reconhecemos algumas dívidas que estão pendentes. Vamos pagar – completou Koff.

O primeiro acerto da renegociação, iniciada desde a posse de Koff, em janeiro, ocorreu em junho. Desde então, o contrato não foi assinado. Quando essa formalização ocorrer, o Grêmio terá 90 dias para completar a mudança do Olímpico ao Humaitá. A implosão do antigo estádio, dada a demora, deve ficar apenas para 2014. Isto, claro, se as diferenças forem sanadas – o que pode ocorrer nesta quinta-feira.

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